A Fama que vem de longe

 

A Fama que vem de longe, resta saber de quão longe vem

Constantino de Almeida terá dado origem ao Brandy Constantino por volta de 1910, altura em que entrou em cena o slogan “Constantino a fama que vem de longe”.

Nunca fui amigo de Brandy, mas assisti aos anúncios na televisão, pegavam bem, atraíam, chamavam à atenção. Muitas vezes, nos cafés assisti a pedidos de um Constantino ou uma 1920 que era outra marca de brandy na berra. Curioso era o facto de ninguém pedir uma mil novecentos e vinte mas sim uma mil nove e vinte.



Outra curiosidade: Descobri num baú cá de casa uma chávena (ver foto acima) com a inscrição “Brinde. A Fama do Café Cintra”. Cheirou-me primeiro a bafio, depois a fama que vem de longe.

Pesquisa para aqui, pesquisa para ali, não sei a origem disto, nem o ano, nem quem a fabricou, nem de que café se tratava em Sintra.

Alguém me referiu que se tratava de um café em Lisboa, no Rossio, mas numa pesquisa realizada junto do Arquivo Municipal da Câmara de Lisboa não cheguei a conclusão nenhuma.

Ainda assim não perdi a esperança e fui à Biblioteca da CMLisboa, no Palácio Galveias, consultar dois livros, Os Cafés de Lisboa de Marina Tavares Dias e o Sabor dos Cafés, editado pela própria Câmara Municipal. Descobri vários cafés na zona do Rossio, O café Chave D’Ouro, o Café Portugal, O Café Gelo, o Martinho do Rossio, O Nicola, o La Gare, mais tarde o Beira Gare mas nada que indicie que esta chávena fosse alguma vez brinde de um deles.

Nalguns destes cafés servia-se neve (gelados feitos com gelo que vinha da Serra de Moentejunto) e torradas de Meleças.

Tenho consultado várias pessoas em Sintra, algumas já com idade respeitável e que, eventualmente, poderiam lembra-se deste brinde e/ou conhecessem o café que os oferecia, mas nada.

O Dr Google e a IA também não me ajudaram, pelo que tenho a chávena mas falta-me a história.

Vai daí lembrei-me. Quem sabe se alguém que vá ler esta coisa, saiba alguma coisa deste slogan, do brinde, do café?

Pois sempre ouvi dizer que a esperança (que ainda tenho em descobrir) é a última coisa a morrer.

Vamos ver.

Comentários

  1. Vou pesquisar, ainda que parta do princípio de que, se o Manuel não conseguiu obter resultados, dificilmente terei mais sucesso. Ainda assim, chamou-me a atenção a referência à 1920. Recordo-me de o meu pai mencionar, com grande orgulho, que possuía uma garrafa dessa aguardente com rolha de cortiça. Mais tarde percebi que, entretanto, surgiram as rolhas de plástico com sistema anti-reenchimento, creio ser esse o termo, mas confesso que o que realmente ficou foi o orgulho com que ele falava dessa garrafa, como se fosse uma relíquia.

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  2. As rolhas de cortiça cairam em desuso infelizmente. Esse sistema anti-reenchimento foi instalado paa se evitar a venda de gato por lebre acho eu) não bebo esse tipo de bebidas.

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  3. Ah e obrigado por tentar obter alguma informação extra sobre o café ou a sobre a fama do mesmo.

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    1. Foi sugerido, para além do que já pesquisou, que visse se no fundo da caneca há referencia à fábrica que a produziu (a caneca).

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  4. Pois não existe nenhuma referência se bem que surgiu agora uma nova pista a Fábrica de Louças de Sacavém poderá ser a autora material da caneca. Já estou em contacto com a CMLoures a ver se dá alguma coisa. Obrigado.

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  5. Bela partilha!👏
    Beijinhos

    Maribel
    educarcomvida.pt

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